terça-feira, 18 de setembro de 2012

“Se não posso realizar grandes coisas, posso pelo menos fazer pequenas coisas com grandeza.”


Caminha placidamente entre o ruído e a pressa. Lembra-te de que a paz pode residir no silêncio. Sem renunciares a ti mesmo, esforça-te por seres amigo de todos. Diz a tua verdade quietamente, claramente. Escuta os outros, ainda que sejam torpes e ignorantes; cada um deles tem também uma vida que contar. Evita os ruidosos e os agressivos, porque eles denigrem o espírito. Se te comparares com os outros, podes converter-te num homem vão e amargurado: sempre haverá perto de ti alguém melhor ou pior do que tu. Alegra-te tanto com as tuas realizações como com os teus projectos. Vive em paz com Deus, seja como for que O imagines; entre os teus trabalhos e aspirações, mantém-te em paz com a tua alma, apesar da ruidosa confusão da vida. Ama cada mais pequena coisa que fazes, pois isso é o tesouro da tua vida.

Há que pensar… Por vezes é-nos difícil modificar algumas coisas ao nível do nosso pensamento, do nosso juízo crítico, das nossas atitudes, das nossas acções! No entanto é essencial que essas modificações ocorram para o nosso bem-viver, para o nosso bem-estar, para estarmos mais contentes com o que temos e construímos, para melhor nos relacionarmos com os outros…
Há que viver em paz! Há que viver com alegria! Há que viver com amor! Dar atenção ao que nos rodeia e que é menos bom, dando ainda mais ênfase àquilo que possuímos e que é muito bom! Se pensarmos nestes moldes, vamos perceber que realmente somos sortudos, que vivemos bem, que temos contrariedades como toda a gente, mas que mais cedo ou mais tarde damos a volta por cima e, muitas vezes, com ajuda! Mas damos!
Há que amar o que temos, o que fazemos, o que vemos, o que decidimos, o que sentimos, cada pedacinho de vida. A vida é um tesouro. E o maior diamante que podemos descobrir e viver é o amor. Amem a mais pequena coisa com intensidade e fervor. Vão querer desfrutar a vida com muito mais primor! =)

sábado, 15 de setembro de 2012

"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos"


Há momentos inesperados na vida...
Momentos que fazem pensar... 
Quando menos se espera... É mesmo verídico! Tudo pode acontecer... Este acreditar é possível...
Num momento tudo se esconde... e a seguir é tudo luz! Tudo parece ser mais fácil...as cores inundam o mundo, existem ambientes claros, a música é audível e aquilo que julgáramos antes completamente surreal...é assim, acontece… é real!
E tudo muda...a percepção das coisas, a maneira como se lida com elas, o olhar modifica-se dependendo do cenário...os caminhos escolhem-se mediante novas perspectivas e novos jogos...
Tudo é mais leve e tranquilo...sim..é verdade! Pode ser! Esse estado de espírito existe… Não é fantasia! E agora por fantasia...aquilo que só achamos que acontece exactamente na fantasia?! É certo, também pode acontecer...Se os sentimentos fluírem e se sentirem no toque de uma pele, num brilho de um olhar, num sorriso sincero, numas mãos dadas, num perfume reconhecível à distância, em palavras ditas e silêncios necessários, no respeito mútuo e compreensão, numa gargalhada que faz todo o corpo tremer de excitação, num choro sincero que faz tudo tremer de emoção ou mesmo quando o choro não vem mas todas as entranhas se revolvem e quase que se sentem as células a trabalhar em alvoroço, quando o outro vem em primeiro mesmo que teimemos em não o querer, quando alguns instantes se tornam difíceis porque, uma escolha à partida simples se nos mostra deveras importante e complicada de tomar, simplesmente pelo significado da pessoa e contextos envolvidos, quando cada pedacinho é para ser descoberto sem pressa, quando momentos deveriam durar eternidades, quando mudamos atitudes e comportamentos que seriam impensáveis, quando qualquer chatice se torna um sufoco, quando há desespero sem que a nossa mente se aperceba do verdadeiro facto causal, quando os minutos, fugazes, se transformam em horas intermináveis que teimam em não passar, quando a existência nos faz sorrir...mas também pensar...e também sofrer, e todo o nosso céu se transforma num caminho que transborda com dúvidas e nuvens prestes a rebentar! Porque a ausência dói e a presença rejuvenesce!...

Quando uma simples tarde se torna especial...quando um abraço se transforma em segurança, quando um toque de alguém se torna fatal, quando tudo parece perfeição, quando o desejo está presente num olhar e no roçagar de uma mão, quando os sítios se tornam memoráveis, quando as loucuras parecem incuráveis, quando inspiramos o universo com uma nova fragrância e quando a felicidade se palpa à distância....
Quando estas evidências brotam do nosso ser...

Alguém especial perpetua o nosso mundo!
O ar em torno é fecundo…
Fecundo para encher o coração
E capaz de nos fazer enaltecer
A maravilha da nossa condição!

Confusão

A minha cabeça, neste momento, parece um motor que não pára de pensar, redefinir, encontrar, relembrar, redescobrir, desmembrar, sonhar, construir...
É um conjunto de verbos que, no final, são todos servos de uma autêntica confusão mental! Pelo menos, inicialmente, originam-na.
Porque é que os acontecimentos não são mais simples? Porque é que os sentimentos não encaixam todos na perfeição? Porque é que parecem selados e, posteriormente, por qualquer razão, se dá a sua ressurreição?
A razão... É uma marota que não nos dá tréguas, uma tremenda complicação, que por vezes nos dá vontade  de lhe dar um pontapé, de a exumar, de a fazer desaparecer, nem que fosse para uma caixa de rapé...
Mas depois penso... Para quê? Se não pensamos, não somos gente. Se não temos capacidade de sentir, somos uns animais somente.

Sentir a chuva a roçagar na pele, ver um desenho feito a pincel, ter noção do sabor do mel, que é denso, saboroso, doce. Doce é também o gostar de alguém, aquele momento nervoso, que precede a ansiedade de esperar... Ansiar por saborear, tocar, sentir, observar os olhos sorridentes, ouvir o chilrear, sentir o toque suave de um gesto, o sussurrar de um manifesto, que a cada nota pautada, numa música dourada se transforma e deixa de ser norma para subir ao pedestal de um ideal. Ideal que supostamente abismal, se torna tão próximo, inquieto e brutal, que se torna proximal. 
Voltámos à confusão de palavras, de sentidos, de razões que toldam e preenchem os nossos serões. A nossa psique é demasiado complexa e no meio de tantos pensamentos se torna desconexa e desprovida de sentido para quaisquer fermentos que lhe queiram acrescentar os mais "sensaborões" (aqueles que desdenham e que, por mais que tenham, não conseguem de forma decente alimentar a mente).

Tudo isto para concluir que sem pensamentos, sem momentos, sem sentimentos, sem magicar acerca da mistura de todos estes elementos, por mais estranho, emaranhado e, quiçá, devaneado, possa parecer, a vida não faz sentido a não ser sentida, pensada, sofrida, alimentada, cruzada por esta miscelânea de palavras complexas, que baralhadas, formam a conclusão brilhante que é a nossa mente (uma maluquice decente).