sábado, 15 de setembro de 2012

Confusão

A minha cabeça, neste momento, parece um motor que não pára de pensar, redefinir, encontrar, relembrar, redescobrir, desmembrar, sonhar, construir...
É um conjunto de verbos que, no final, são todos servos de uma autêntica confusão mental! Pelo menos, inicialmente, originam-na.
Porque é que os acontecimentos não são mais simples? Porque é que os sentimentos não encaixam todos na perfeição? Porque é que parecem selados e, posteriormente, por qualquer razão, se dá a sua ressurreição?
A razão... É uma marota que não nos dá tréguas, uma tremenda complicação, que por vezes nos dá vontade  de lhe dar um pontapé, de a exumar, de a fazer desaparecer, nem que fosse para uma caixa de rapé...
Mas depois penso... Para quê? Se não pensamos, não somos gente. Se não temos capacidade de sentir, somos uns animais somente.

Sentir a chuva a roçagar na pele, ver um desenho feito a pincel, ter noção do sabor do mel, que é denso, saboroso, doce. Doce é também o gostar de alguém, aquele momento nervoso, que precede a ansiedade de esperar... Ansiar por saborear, tocar, sentir, observar os olhos sorridentes, ouvir o chilrear, sentir o toque suave de um gesto, o sussurrar de um manifesto, que a cada nota pautada, numa música dourada se transforma e deixa de ser norma para subir ao pedestal de um ideal. Ideal que supostamente abismal, se torna tão próximo, inquieto e brutal, que se torna proximal. 
Voltámos à confusão de palavras, de sentidos, de razões que toldam e preenchem os nossos serões. A nossa psique é demasiado complexa e no meio de tantos pensamentos se torna desconexa e desprovida de sentido para quaisquer fermentos que lhe queiram acrescentar os mais "sensaborões" (aqueles que desdenham e que, por mais que tenham, não conseguem de forma decente alimentar a mente).

Tudo isto para concluir que sem pensamentos, sem momentos, sem sentimentos, sem magicar acerca da mistura de todos estes elementos, por mais estranho, emaranhado e, quiçá, devaneado, possa parecer, a vida não faz sentido a não ser sentida, pensada, sofrida, alimentada, cruzada por esta miscelânea de palavras complexas, que baralhadas, formam a conclusão brilhante que é a nossa mente (uma maluquice decente).

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